sábado, 17 de abril de 2010

EL ORO EGIPCIO















Lo que me impresiona no son los pectorales
y otros antiguos artefactos egipcios, de oro
que hoy sobreviven en museos.
Lo que me impresiona es lo que no sobrevivió.
El tesoro perdido de la civilización conquistada
por manos anónimas y privadas, por el ir y venir del desierto,
por el tiempo que crea generaciones y las aplasta.

Nova York, 23 de dezembro 1995
(de Asa)

Renato Rezende

(Traducción de Martín Palacio Gamboa,
tomado de “Los trazos de Pandora”,
Antología bilingüe -Inédita- de la poesía
contemporánea brasileña)
O OURO EGÍPCIO

O que me impressiona não são os peitorais
e outros antigos artefatos egípcios, de ouro
que hoje sobrevivem em museus.
O que me impressiona é o que não sobreviveu.
O tesouro perdido da civilização conquistada
por mãos anônimas e privadas, pelo ir e vir do deserto,
pelo tempo que cria gerações e as esmaga.

Nova York, 23 de dezembro 1995


Renato Rezende. Poeta, traductor y artista visual, nacido en São Paulo, en 1964. Obra poética: “Aura” -1997- 2AB, Rio de Janeiro; “Asa” -1999- Velocípede, Rio de Janeiro; “Leaves of Paradise” -2000- 100 Leitores, São Paulo; “Passeio” -2001- Editora Record, Rio de Janeiro e “Ímpar” -2005- Lamparita, Rio de Janeiro.

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