jueves, 24 de junio de 2010

DESENCONTRARIOS



Mande a la palabra rimar,

ella no me obedecio.
Hablo de mar, de cielo y rosa,
de griego, silencio y prosa.
Parecia fuera de si,
la sílaba silenciosa.

Mande a la frase soñar,
y ella entró en un laberinto.
Hacer poesia, yo siento, es solo eso.
Dar ordenes a un ejercito,
para conquistar un imperio extinto.

(de Distraídos venceremos, 1987)

Paulo Leminski (Brasil, Curitiba, 1944- 1989)
(Traducción: Rodolfo Mata)

(el poeta y su trabajo 3,
México, Primavera 2001
DESENCONTRÁRIOS

Mandei a palavra rimar,
ela não me obedeceu.
Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa.
Parecia fora de si,
a sílaba silenciosa.

Mandei a frase sonhar,
e ela se foi num labirinto.
Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
para conquistar um império extinto.



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